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Sala S. Paulo

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No dia 21 de julho, as famílias participantes da semana, tiveram a oportunidade de conhecerem a Sala S. Paulo e assistirem ao musical sobre a vida do compositor Beethoven, em que nossa clown, Luciana Ramanzini, era a protagonista.

Divena

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Após conhecer de perto as atividades realizadas na sede do Projeto, o marketing da Divena Mercedes-Bens realizou uma parceria conosco. Criou uma sacola ecológica, totalmente sustentável, colocando à venda em sua loja, revertendo uma parte do lucro “para ajudar este lindo Projeto”.
A Divena usou como slogan desta iniciativa “UMA SACOLA QUE CABE DE TUDO, ATÉ ESPERANÇA”

Tryp Paulista

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É com muito amor que nós, do Hotel TRYP Paulista, recebemos familiares do Projeto Felicidade.
É lindo ver e ter a oportunidade de participar deste projeto, que nos faz crescer e sentir que o mundo pode ser melhor.

São crianças lindas e com um grande futuro pela frente. Enriquecemos muito quando ajudamos o próximo e isso sim é gratificante para nós.
Em nome do Hotel TRYP Paulista e da Rede Meliá Hotels International, agradecemos fazer parte desta linda família.”

FAAP

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Tatiana Bo Kun Im e Wagner Pereira Silva do marketing da FAAP vieram ao Projeto para renovar a parceria para o ano de 2017. As famílias do Projeto, na companhia de monitores do MAB, terão não só a oportunidade de “estar” em um espaço expositivo como também perceber as diferentes sensações diante de uma obra de arte, enquanto escutam as explicações sobre a mesma.

Grupo de reflexão

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Todas as sextas-feiras realizamos um grupo de reflexão com os familiares das crianças/adolescentes que participaram da semana do Felicidade.
São momentos únicos, de colocações emocionantes que demonstram a diferença que o Projeto faz na vida dessas famílias. Como Fernando Pessoa dizia “tudo vale a pena se a alma não é pequena”. Muitas vezes necessitamos que o outro toque nossa alma para que possamos não apenas olhar, mas sim ENXERGAR o que ocorre ao nosso redor.
Adailton, pai de Adrielly, pessoa extremamente humilde e tímido, relatou que durante a semana percebeu que trabalha muito, pois além do trabalho fixo faz bicos à noite.” Quando saio de casa meus filhos estão dormindo e quando volto já estão dormindo. Não os conheço, nunca conversamos”. Essa semana foi diferente: conversamos e brincamos juntos. Concluiu afirmando que ao retornar para casa irá trabalhar menos e ficará mais tempo com os filhos. Percebeu a importância de estarem mais tempo juntos.
Emocionada Gisele, mãe de Raphael, relatou que o filho vem apresentando vários efeitos colaterais devido ao câncer. Desde que começou o tratamento não tem mais amigos, não conversa com ninguém, não se deixa tocar, se nega a comer. No segundo dia, quando estavam no sítio começou a conversar com os adolescentes que faziam parte do grupo e quando viu estava almoçando com os mesmos, acontecendo o mesmo nos demais dias. Na última noite pediu para dormir junto com a mãe, “ vocês sabem o que é isso? Ele não deixava colocar a mão nele e pediu pra dormir comigo”. (neste momento estava chorando sem parar e agradecendo).
Algo que para algumas pessoas é tão simples para Eliana, mãe de Renan, era um sonho que foi realizado durante a semana. Houve uma grande expectativa por parte do grupo e para surpresa geral contou que o seu sonho era andar de pedalinho. Falou ainda da preocupação de seu filho Renan que sabia do medo que a mãe tinha de se afogar, mas Eliana disse que não poderia perder a oportunidade. Seu sonho realizado!
Marcelo e sua esposa Meire, pais de Samuel, comentaram que passam semanalmente em frente do Projeto e, pensavam que era uma escolinha.
Em seguida, Ronaldo, avô de Denner, responde “ mas é uma escola, entramos mudos e estamos falando,, éramos surdos e agora escutamos, éramos cegos e estamos enxergando. Aprendemos muito nestes cinco dias.”.
“O Projeto Felicidade possibilita às famílias a possibilidade de saírem da rotina oferecendo diversão, lazer e convivência.” Essa frase de significado tão profundo, dita por um familiar, por ocasião do encerramento da semana, expressa um estado “de sair de si para olhar e ouvir o outro”.

Qual a mágica?
O que ocorre durante esses cinco dias que permitem essa nova percepção?
O dia a dia dessas famílias é penoso por vários motivos, entre eles: doença, econômico e muitas vezes de relacionamento familiar.
A doença por si só, temporariamente, desorganiza a família.
A proposta do Projeto é promover um verdadeiro ENCONTRO onde possam se ver, se ouvir fora da rotina familiar, trocando experiências com os demais participantes, em um clima divertido e alegre.

 

 

 

Mãe Guerreira

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Em nossa sede, enquanto os filhos passam o dia brincando nos computadores ou playground, nós interagimos com as mães que fazem aulas de artesanato e costura, acompanhadas de voluntárias ou funcionárias. Nossa instituição existe para a criança e o adolescente, sendo esse o nosso foco de atendimento, mas não podemos deixar de ver a importância do bem estar do acompanhante, em benefício do próprio paciente.
Uma das mães da casa de apoio Gota de Amor, que recebemos na sede, a CHIRLEY SANTOS VITOR, freqüenta a nossa sede há 4 anos, desde que passou a morar nessa casa de apoio. Seu filho, MIGUEL AUGUSTO SANTOS VITOR, de 9 anos começou a se tratar de um problema renal com pouco mais de 1 ano de idade. Há 8 anos vieram para São Paulo em busca de tratamento. Vindos do interior de Sergipe, deixaram para trás a maior parte da família, pois o Miguel tem 3 irmãos, de 19, 16, e uma irmã de 6 anos, que estão sob os cuidados da avó materna, que tenta minimizar a ausência dessa mãe e irmão, cuja vida familiar, seu lar e emprego foram trocados por abrigo em uma casa coletiva, rotinas ambulatoriais/hospitalares e a dor da saudade. A Chirley como todas as outras guerreiras na mesma situação, lida com os problemas do dia-a-dia, com percalços da doença do filho, com sua angustia maior que é não conviver com a família, inclusive ausente na criação de filhos na primeira infância. Talvez por conseqüência dessa vida emocional, ela tenha constantes e fortes dores de cabeça, e a dúvida de que a mesma seja cefaléia, sinusite ou outra moléstia, pois por causa da dedicação integral ao filho e pouca condição financeira, tem dificuldade em tratar de si. Sempre foi uma lutadora e aproveita todas as oportunidades que a vida lhe dá pelo caminho, como aprender coisas novas que, além de distrairem seus pensamentos, acrescentam conhecimentos para aumentar suas chances de sobrevivência financeira. Ela sempre mostrou-se interessada nas aulas de artesanato e costura do Projeto Felicidade e tem inúmeras peças confeccionadas por ela própria, que leva para sua residência de origem, nas pausas do tratamento do filho. No ateliê de costura, com a professora Maria, deu-se muito bem e viu nessa terapia ocupacional uma possibilidade de ajuda financeira para manutenção de sua vida. Já usa roupas oriundas de sua própria execução e quer tornar isso mais gratificante. Há poucos meses, alugou uma casinha bem próxima à casa de apoio e lá foi viver com o Miguel. A convivência continua quase a mesma, pois a Chirley continua a visitar as outras mães para apoiá-las, reconhece a ajuda que recebeu da diretora da casa e retribui ajudando nas tarefas e participando das atividades do grupo, inclusive da vinda semanal à nossa sede. Mostrando essa forma de viver, chamou a atenção da proprietária da casa onde mora, que trabalha como costureira terceirizada de uma oficina, que vendo essa inclinação e empenho, lhe ofereceu a oportunidade de ser sua auxiliar, com remuneração por produção. No momento, a Chirley está na fase de aprendizado e treinamento de costura de bolsas, frasqueiras e mochilas em tecido e anda muito animada com a nova atividade.
Durante o tempo das famílias na sede, os voluntários e funcionários tentam minimizar o sofrimento e stress delas, não só mantendo suas mãos ocupadas, como também tentar a suavidade de suas mentes, com conselhos úteis, conversas amenas e outros assuntos sadios que dão estímulo e motivação a elas. Algumas vezes, durante uma atividade ou nas refeições, uma delas deixa escapar uma dúvida ou preocupação, que é rapidamente dissolvida nessa interação entre todos. Às vezes pequenos desabafos são trocados por nosso abraço para que se sintam acolhidas e vitalizadas

(por Maria Lúcia F. Caetano – Voluntária)

Marcenaria

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Entre as diversas atividades realizadas com os adolescentes, incluímos uma novidade. Pequenos objetos de madeira, cortados em nossa marcenaria, são colocados na mesa e a partir dos mesmos pedimos que construam algo.
Vários foram os motivos para incluir este momento na programação semanal, entre eles fomentar a sociabilização do grupo, valorização do indivíduo, despertar a criatividade e possíveis aptidões latentes.

 

 

 

Museu do Futebol

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Um grupo de funcionários, do Núcleo Educativo do Museu do Futebol, visitou a sede do Projeto. Além de conhecer melhor o funcionamento do Felicidade, relataram as atrações existentes no museu e o desejo de realizarem um trabalho personalizado com as famílias.
A partir desse ano, o grupo será recepcionado logo na entrada, de forma especial, e acompanhados durante todo o percursso, tendo não só as explicações sobre cada atração, bem como suas curiosidades esclarecidas.

Confraternização

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Anualmente é realizada uma confraternização com os voluntários antes do término das atividades. Este ano, além da presença do Rabino Alpern, que proferiu belíssimas palavras, tivemos uma convidada muito especial, Samantha Melgaço, acompanhada por sua filha Samira de 04 anos.

Samantha, que hoje tem 25 anos, esteve no Projeto em 2007 e, desde então, mantém contato frequente através de correspondências e presença no Encontro Anual no Parque da Mônica.

“Sexta feira tive um dia extraordinário ao lado das minha amigas do projeto Felicidade por onde passei a 10 anos atrás enquanto ainda fazia quimioterapia, elas me mostraram que ainda era possível sonhar e que sonhando eu podia realizar meus sonhos, elas fizeram uma diferença incrível na minha vida não tenho palavras para agradecer todos que fazem parte deste projeto maravilhoso que muda a vida de muitas crianças e adolescentes…
Amei estar com vcs logo estaremos juntas novamente amo todas vcs…” – Samantha

A primeira vez

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Todos temos, durante a nossa vida, experiências que são a “primeira vez”, é uma sensação maravilhosa e com certez não se repete quando nos encontramos frente a mesma situação.
Com as famílias do Projeto isso acontece praticamente todos os dias da semana que estão conosco.
Sabemos que a maioria nunca esteve hospedada em hotel, ou nunca entraram em um museu, mas existe algo que nos deixa extremamente emocionados: o brilho nos olhos das crianças quando estão na praia olhando para a imensidão do mar pela primeira vez, ou quando se deparam com a tela do cinema numa sala escura. É algo que não tem preço, e às vezes encontramos este mesmo olhar brilhante nos adultos que deixam transparecer toda a emoção que estão sentindo, ao mesmo tempo que relatam nunca ter vivenciado esta experiência.

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